Quarta-feira, 12 de Setembro de 2007

Cartas a Milena ( Kafka )

 
 “Uno encuentra en su diario pruebas de haber vivido, de haber mirado alrededor y de haber anotado observaciones incluso en circunstancias que hoy parecen insoportables”.  Franz Kafka (1883-1924).
 
  Mílena Jenenská toma contacto con Franz Kafka en 1920, al pedirle permiso para traducir sus obras a diferentes idiomas. Desde el principio, esta mujer judía residente en Viena y el escritor mantienen una continua correspondencia, al principio basada en intereses literarios, pero dejando translucir más adelante variadas intenciones. Su relación es terminada por Kafka en 1923 (apenas un año antes de morir). Igualmente, esta era una relación sin futuro: la tuberculosis sufrida por Franz se interponía entre ambos, sin contar que él se encontraba cada vez más sacudido por diferentes miedos; el más relevante: el miedo al sexo.
 
  
Primera y última carta de Franz Kafka a Mílena Jesenská, enviadas entre 1920 1922:
 
Estimada Frau Mílena:
 
Le escribí unas líneas desde Praga y luego desde Merano. No ha habido respuesta. Por supuesto, esas líneas no exigían contestación inmediata y si su silencio no es más que una señal de una relativa bienaventuranza _lo cual con frecuencia se traducen una cierta resistencia a escribir _ me doy por satisfecho. Pero también existe la posibilidad de _y por eso le escribo _ de que mis líneas la hayan herido de alguna manera. ¡Qué torpe sería! ¡Mí mano, contra toda mi voluntad!, si ese fuera el caso. O bien _y eso sería mucho peor por cierto _que ese momento de sereno respiro, al cual usted aludía, haya pasado y una vez más se inicie una mala época para usted.
Acerca de la primera posibilidad no sé qué decir. ¡Es algo tan ajeno a mi y lo demás me toca tan de cerca! Respecto a la segunda posibilidad no le brindaré consejos _¿cómo podría aconsejarla yo?_; me limitaré a formularle una pregunta: ¿Por qué no abandona Viena por un tiempo? ¿Usted no carece de asilo como otra gente? ¿No extraería nuevas fuerzas de una estadía en Bohemia? Y, si por razones que yo desconozco, no quisiera visitar Bohemia, podría viajara a algún otro lugar. Quizás incluso Merano sea conveniente. ¿Lo conoce?
De modo que espero dos cosas. La continuación de su silencio, lo cual significa: “No hay razón para preocuparse, me va bastante bien.” O bien unas pocas líneas.
 
Afectuosamente, Kafka.
 
He advertido, de pronto, que en realidad no recuerdo su rostro en detalle. Sólo creo ver aún su figura, su vestido, mientras usted se alejaba entre las mesas del café.
 
 
Última carta:
 
Estimada Mílena:
 
Desde hace tiempo permanece aquí el fragmento de una carta destinada a usted, pero no me llega el momento de continuarla. Los antiguos males han descubierto mi refugio, me han asaltado y me han sometido bastante. Todo me significa un esfuerzo. Todo rasgo trazado con la pluma, todo lo que escribo me parece demasiado importante, como si no guardara relación con mis fuerzas. Y cuando escribo “afectuosos saludos” ¿tendrán realmente esos saludos la fuerza necesaria como para llegar a la bulliciosa, tumultuosa, gris y urbana I _strasse, en donde yo y lo mío no podríamos respirar? Por eso opto por no escribir, espero que lleguen tiempos mejores o peores y permanezco aquí, atendido con eficacia y ternura hasta el límite de lo posible en la Tierra. El mundo sólo llega a mí _aunque de manera muy contundente _a través del alza del costo de vida. No recibo diarios de Praga, los de Berlín me resultan muy caros. ¿Y si usted me enviara, de vez en cuando, algún recorte del Národní Listy, algo al estilo de lo que solía causarme tanto placer? Desde hace algunas semanas, mi dirección es: Steglitz, Grünewaldstrasse 13, Doto. H. Seifi’rt. Y ahora insisto en enviarle mis “afectuosos saludos”. ¡Qué importa si caen al llegar a la puerta del jardín! Quizá eso contribuya a acrecentar su  fuerza.
Suyo, K.

Texto: Carolina Mello, Uruguai

Imagem: http://i17.ebayimg.com/03/i/000/99/93/a238_1.JPG

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publicado por tpf às 15:03
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Domingo, 2 de Setembro de 2007

Franz Kafka

Franz Kafka nasceu em Praga a 3 de Julho de 1883.Filho de um abastado comerciante judeu, Kafka cresceu sob as influências de três culturas: a judia, a checa e a alemã.

Formado em direito, ele fez parte, junto com outros escritores da época, da chamada Escola de Praga. Esse movimento era basicamente uma maneira de criação artística alicerçada em uma grande atraccão pelo realismo, uma inclinação à metafísica e uma síntese entre uma racional lucidez e um forte traço irónico.Esse híbrido de ironia e lucidez aparece na maioria dos textos de Kafka.

As suas obras também conseguem formalizar e abrigar leituras totalmente relacionadas com a condição do ser humano moderno. O olhar kafkiano é direccionado para coisas como a opressão burocrática das instituições, a "justiça" e a fragilidade do homem comum frente a problemas quotidianos.

O primeiro livro de Kafka foi "Consideração", publicado em 1913. No ano seguinte à publicação da sua primeira obra, Kafka sofreu uma grande crise emocional.Alguns estudiosos afirmam que esta crise foi causada por motivo de seu noivado, outros defendem que o autor checo teria ficado emocionalmente abalado com início da 1ª Guerra Mundial ocorrido no mesmo ano.

As obras mais famosas de Kafka foram escritas entre 1913 e 1921, são elas: "A Metamorfose", "O Processo", "O Castelo", "O Foguista" (que é na verdade o primeiro capítulo de "América"),"A Sentença" e "O Artista da Fome".

Em 1920, Kafka abandonou o seu emprego numa companhia de seguros por razões de saúde. Havia contraído tuberculose. Nos anos 1920 e 1921, Kafka relacionou-se com a escritora checa Milena Jesenká-Pollak, mas seu grande amor foi por uma mulher que conheceria apenas no final de sua vida, Dora Dyamant.


As histórias criadas por este judeu checo que escrevia em alemão deram voz ao indivíduo que caminha nas ruas das grandes cidades contemporâneas. O personagem Gregor Samsa, de Metamorfose, é o homem tornado insecto frente à realidade urbana avassaladora, burocrática e tão cheia de gigantismos. Samsa reproduz a sensação do homem que virou o insecto insignificante das cidades modernas e que, quando em vez, morre aos milhões nos campos de guerra. Nenhum autor representou de forma tão contundente a modernidade. Segundo o crítico literário George Steiner, "o extremismo da posição literária de Kafka (...) torna a estrutura representativa e a centralidade de sua façanha mais notáveis. Nenhuma outra voz foi testemunha mais verdadeira da natureza de nossos tempos."

Para ler Kafka são necessários alguns cuidados especiais, entre eles, contar com uma certa atenção à maneira com que toda obra se constrói, principalmente seus períodos; estar sempre consciente de que toda a criação literária de Kafka foi dolorida, feita com o intuito de não parecer bonita, de ser, principalmente, uma obra baseada na dor; ficar atento a todos os detalhes do texto, pois em Kafka, até as imperfeições são propositais, ou seja, segundo Theodor Adorno, até "as deformações em Kafka são precisas".

Durante sua vida, Kafka nunca conseguiu atingir grande fama com seus livros, porém, algum tempo depois de sua morte, no dia 3 de Junho de 1924, num sanatório perto de Viena, onde se internara por causa de sua tuberculose, a sua obra literária atingiria enorme influência sobre as pessoas, passando a ser cultivada por leitores de quase todo o planeta.

Renato Roschel ( com algumas adaptações ao português)
http://almanaque.folha.uol.com.br/kafka.htm
Post dedicado a Carolina, Montevideu-Uruguay, grande estudiosa e admiradora de Kafka

publicado por tpf às 00:58
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.o meu poema...

... Gostava de ser poeta/dizer o indizível/pensar o impossível/...agarrar a palavra certa!

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