Quarta-feira, 9 de Janeiro de 2008

Como bola colorida

O Ano Internacional do Planeta Terra tem lugar 50 anos depois do  Ano Geofísico Internacional, que deu início a uma série de estudos sobre a Terra enquanto sistema integrado.

Vivemos uma época em que diversos problemas relacionados com o meio ambiente estão na ordem do dia um pouco por todo o mundo e em que parece existir, gradualmente, uma maior consciência relativamente à gravidade de alguns desses problemas.

Com o  tema "Ciências da Terra para a Sociedade", pretende-se promover a importância das Ciências da Terra, destacando o seu papel na resolução de muitos dos problemas que afectam a Humanidade. Lembremo-nos que no dia  26 de Dezembro de 2004, um gigantesco  tsunami matou cerca de 250 000 pessoas nas praias e ilhas do Oceano Índico, porque - reconhecem os geocientistas - os governos dos vários países não compreenderam a necessidade de usarem mais eficazmente o conhecimento disponível sobre a Terra.

O Ano Internacional do Planeta Terra, está subdividido em dois programas, um Científico e outro de Divulgação. O Programa Científico terá 10 temas abrangentes, multidisciplinares e socialmente relevantes: saúde, clima, água subterrânea, oceanos, solos, crosta e núcleo terrestres, megacidades, desastres naturais, recursos naturais e vida. O Programa de Divulgação pretende chamar a atenção da sociedade para a relevância das Ciências da Terra, e promover actividades educativas para os diversos níveis de ensino.

Curiosamente, enquadrado nas comemorações do AIPT, foi publicado o livro  "Como Bola Colorida - A Terra, Património da Humanidade" da autoria de Galopim de Carvalho.

Como bola colorida...nas mãos de uma criança. Ressonância dum tema poético e musical bem conhecido de todos nós.

O sonho, a utopia…a necessidade de encarar estes temas  não apenas racionalmente, mas também no plano da afectividade. Cuidar, proteger, acarinhar a Terra, enquanto berço e morada. Hoje e na perspectiva das gerações futuras.

Se tudo continuar assim, como será a Terra no futuro? O que será de nossas crianças? Que tipo de ar irão respirar? Terão água pura para beber? Como defenderão o meio ambiente?

 Mas…será que o vão defender, uma vez adultos?

E aqui surge a importância crucial da educação.

Aprender a amar a natureza, desenvolver um sentimento de admiração e respeito pelo mundo natural. Quem ama não mata! Quem ama a natureza, jamais irá destruí-la. Tarefa educativa  nada fácil…

Mas o sonho comanda a vida…como bola colorida entre as mãos de uma criança.

 


publicado por tpf às 22:07
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Terça-feira, 1 de Janeiro de 2008

Dia Mundial da Paz e Ano Internacional do Planeta Terra

“Família Humana: Comunidade de Paz” foi o tema escolhido por Bento XVI para a sua mensagem do Dia Mundial da Paz, celebrado a 1 de Janeiro.

 

O ponto de partida é a visão cristã da Família, fundada no casamento entre homem e mulher. Mas o Papa lembra que “os povos da terra também são chamados a instaurar entre si relações de solidariedade e colaboração, como convém em membros da única família humana”.

 Nesta mensagem do Dia Mundial da Paz, o Papa lembra que “a humanidade vive hoje, infelizmente, grandes divisões e fortes conflitos que lançam densas sombras sobre o seu futuro”. Bento XVI mostra-se preocupado com o perigo de multiplicação dos países com armas nucleares e faz uma referência particular às muitas guerras civis no continente africano e à tensão no Médio Oriente. E lamenta o número crescente de países que estão na corrida ao armamento.

 

 

O Ano Internacional do Planeta Terra decorre em 2008 e tem o apoio institucional da Organização Mundial das Nações Unidas e da União Internacional das Ciências Geológicas.

O principal objectivo deste ano é demonstrar que existem novas e atractivas formas, através das quais as ciências da Terra podem ajudar as futuras gerações a enfrentar os desafios, de modo a se conseguir um mundo mais seguro e próspero.

Este objectivo será atingido através de 2 principais programas:

- um que inclui actividades educativas a todos os níveis (consulte
www.esfs.org) ; e
- um programa científico que se concentra nos "grandes temas" das complexas interacções dentro do sistema Terra e da sua sustentabilidade a longo prazo.

Com este ano pretende-se ainda:

  • reduzir os riscos para a sociedade causados por acidentes naturais e por causas humanas;
  • reduzir os problemas de saúde aumentando os conhecimentos acerca dos aspectos médicos das ciências da Terra;
  • descobrir novos recursos naturais e torná-los acessíveis de uma forma sustentável;
  • procurar factores não humanos nas alterações climáticas;
  • melhorar o conhecimento acerca da ocorrência de recursos naturais de forma a contribuir para reduzir as tensões políticas;
  • detectar recursos de água profundos;
  • melhorar a compreensão acerca da evolução da vida;
  • aumentar o interesse acerca das ciências da Terra na sociedade em geral; e
  • encorajar os jovens a estudarem as ciências da Terra nas Universidades.

Em Portugal, a Comissão Nacional da UNESCO decidiu promover a constituição de um Comité Português para dinamizar as comemorações do AIPT, da qual o ICNB faz parte.

http://www.progeo.pt/aipt/

 

 

 


publicado por tpf às 23:56
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Terça-feira, 30 de Outubro de 2007

Alimentação e Ambiente

A maçã não tinha rótulo

 (se a Branca de Neve soubesse…)

Exige a honestidade intelectual que, desde já, confesse que o título não é original. Foi capa dum caderno sobre segurança alimentar publicado há uns anos atrás pela Associação Portuguesa para  Defesa do Consumidor.

Será que sabemos sempre o que estamos a comer?  A produção alimentar é cada vez mais industrializada e quando o produto chega ao consumidor é muito difícil identificar qual a sua origem e quais os ingredientes entretanto introduzidos. A lei obriga a que a rotulagem seja explícita e legível, mas será que podemos sempre confiar no rótulo? A realidade diz-nos que nem sempre…

Um dos pontos a que a rotulagem obriga é a inclusão da lista de aditivos, isto é, das substâncias adicionadas aos alimentos,  não só para prolongar a sua conservação, mas também para os tornar mais atraentes e… por vezes, para disfarçar a falta de matéria prima! Acreditamos que um refrigerante é sumo? Devíamos saber que nalguns casos  pode ter uma percentagem muito pequena  … ou até pode nem ter nenhum de sumo de fruta. Mesmo o pão é,  a maior parte das vezes,  proveniente de espécies geneticamente modificadas, além de  conter aditivos.

Outras vezes as embalagens, que não são desenhados ao acaso e  têm uma componente altamente publicitária, incluem designações comerciais que podem ser enganadoras, como “ Criado na Quinta” , “ Natural “… Estamos a falar de alimentos, porque noutros campos do comércio e indústria, sabemos que,  por exemplo, tudo que inclua slogans como “ Amigo do Ambiente “, “ Verde “, “ Ecológico”,  vende muito melhor. Não queremos com isto dizer que desconfiemos de tudo o que, como agora tanto se diz, seja “ biológico” ou que pensemos que tudo o que comemos é geneticamente modificado, e por isso prejudicial à saúde.

A segurança alimentar, com tudo o que a mesma implica,  é um dos temas que ocupa a ordem do dia,  não só numa perspectiva alimentar, mas também em termos de protecção ambiental. Vimos, há uns tempos, na televisão, imagens da  destruição de um campo de milho transgénico perto de Silves. Assistimos a toda a polémica que isso originou. O que são organismos geneticamente modificados? A resposta implicaria considerações e conhecimentos científicos algo complexos. Dir-se-á que é “ qualquer organismo cujo material genético tenha sido modificado de uma forma que não ocorre naturalmente por comportamento e/ou recombinação natural”.

Vamos pegar no  referido folheto da DECO que traça uma síntese histórica desta questão. A agricultura foi introduzida pelo Homem, há cerca de dez mil anos. Só no princípio do século XX surgiram os primeiros híbridos, resultantes de cruzamentos dentro da mesma espécie -cães de raças diferentes - ou espécies semelhantes ( cavalo e burro). A partir de 1945 desenvolve-se a indústria agro-alimentar e hoje a grande maioria dos produtos alimentares consumidos nos países desenvolvidos são produtos transformados. Em 1983 criam-se a s primeiras plantas com genes de outras espécies - os transgénicos- com o fim de resistir a pragas e a pesticidas e aumentar substancialmente a produção.

Actualmente, muitos dos nossos alimentos são geneticamente modificados na sua totalidade. Outros podem conter apenas um ingrediente que é OGM (por exemplo, cereais de pequeno-almoço produzidos com milho geneticamente modificado). Outros alimentos são produzido com um OGM, mas este já não é detectável no produto final (por exemplo, óleo de soja). Mas, confiemos na obrigatoriedade da rotulagem de alimentos que contenham mais do que 1% de OGM…

A polémica é grande. Admite-se, mesmo na comunidade científica, que ainda não se conhecem com segurança os efeitos das técnicas génicas na saúde humana e no ambiente. E há uma questão que nos deve fazer pensar: se a selecção das espécies se processou ao longo de milhares de anos, não será arriscado, em pouco mais de vinte anos, transformar agora a natureza na sua matéria mais íntima?

Conscientes destes problemas, assiste-se a um interesse crescente dos cidadãos pelos problemas da segurança alimentar e pelas questões ambientais,  o que tem contribuído para o desenvolvimento da agricultura biológica. A agricultura biológica é   um modo de produção agrícola que não agride  o meio ambiente nem  a biodiversidade, acautelando aspectos como a fertilidade e a actividade biológica dos solos , a luta contra os parasitas, as doenças e as infestantes, a preservação e incremento de raças autóctones ( por exemplo a raça bovina de Jarmelo- Guarda, salva da extinção) a utilizaçaõ de medicamentos veterinários adequados, enfim, cumprindo  um conjunto vasto de procedimentos previstos na legislação, de modo a evitar que se coma por aí  gato por lebre.

 

Ora, no sentido de divulgar a seriedade de todo este movimento, vai realizar-se de 17 a 25 de Novembro a Semana Bio 2007.  Esta Semana Nacional da Agricultura Biológica  pretende dar aos consumidores mais informação  sobre os produtos biológicos.  Que vantagens têm, como são produzidos, como são comercializados, como é controlado seu modo de produção, como distinguir um rótulo. São mais saborosos? São mais caros ou não? Conservam-se mais tempo? Não têm pesticidas? São mais saudáveis?

 

A maçã não tinha rótulo…agora tem! Há “ rótulos” , há conferências mundiais, há informação. Agora sabemos os riscos que corremos…Mas irá a Humanidade livrar-se ,  não dum sono profundo,  como aconteceu com a  Branca de Neve, mas  do colapso total, incluindo a  extinção da própria espécie humana, como nos veio agora relembrar o Relatório das Nações Unidas - Geo4 ?

 

 

 

 

 

 


publicado por tpf às 23:38
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Sábado, 18 de Agosto de 2007

Poluição do Alviela

Recebemos de liliana a 16 de Agosto de 2007 às 19:49 a seguinte mensagem:
Pelo bem mais precioso...!
Ajudem-nos a divulgar esta causa!http://www.PetitionOnline.com/alviela/petition.html
Leiam e se puderem ajudem.
Obrigado

Petição

Aos responsáveis pelas empresas de curtumes de Alcanena
O rio Alviela, património natural de Santarém e de Portugal, tem sido ao longo dos anos alvo de acções que prejudicam a qualidade das suas águas e levam à morte de milhares de peixes.

Este flagelo é resultado de descargas poluentes provenientes da Etar de Alcanena e da indústria de curtumes de Alcanena.

Notícias... É o que ouvimos, é o que vemos, é o que lemos... Mas mais grave é essas notícias se reportarem a algo que nos é comum. Quando o Alviela é falado, é sobretudo por terem feito mais uma descarga, contaminando ainda mais a água, tendo morto mais peixes.

Diversas iniciativas têm sido desenvolvidas em defesa desta causa, contudo, a situação está longe de ser resolvida, já que as entidades responsáveis parecem continuar a fechar os olhos para esta triste realidade.Esta petição dirige-se aos responsáveis pelas empresas de curtumes de Alcanena e apela para que não se efectuem mais descargas poluentes para o rio Alviela.Talvez esta iniciativa seja "uma gota de água num oceano", neste caso na defesa do rio Alviela, mas é um contributo. Significa que não nos limitamos a assistir à degradação do nosso rio, demonstramos publicamente o nosso descontentamento.Com esta petição vamos tentar lutar por uma causa, mesmo que o resultado pretendido não seja obtido, não desanimaremos. Mais importante que pensar, ver ou ler, é fazer.

publicado por tpf às 20:07
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Domingo, 11 de Fevereiro de 2007

responsabilidade pelo futuro

 

Ao vermo-nos assim, entregues aos nossos próprios recursos,

sentimos uma espécie de solidão cósmica...de orfandade.

Os limites do crescimento revelam-nos que o único caminho a seguir

 é  o da nossa responsabilidade.

De um só golpe, fomos despojados da segurança

que nos era dada pela crença absoluta na Providência e  no Progresso...

...e , de sopetão, foi-nos depositada,  nas nossas  mãos ainda  relutantes,

a responsabilidade pelo Futuro.

Thomas Vargish, " Why the person sitting next you hates limits to growth ", in Techn. Forecast. , 1980


publicado por tpf às 23:46
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.o meu poema...

... Gostava de ser poeta/dizer o indizível/pensar o impossível/...agarrar a palavra certa!

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