Sexta-feira, 25 de Abril de 2008

Recordando o 25 de Abril de 1974

 

 

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo

                         Sophia de Mello Breyner Andresen

 

 


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Terça-feira, 22 de Abril de 2008

Hoje é o Dia da Terra

 

CARTA DA TERRA

Adaptação para crianças

 

 

A Terra é a nossa casa

- Nós vivemos num momento muito importante em que temos que conservar a Terra.

- Todos os povos do mundo formam uma grande família.

- Façamos a maravilhosa tarefa de RESPEITAR A NATUREZA e VIVER EM PAZ.

 

Somos parte de um grande Universo

- Nesse Universo, o nosso planeta está cheio de vida, com muitas plantas, animais e pessoas.

- Nós dependemos da água, da terra, do ar e sentimos alegria por vivermos neste mundo.

- Existem pessoas que usam mal a água, a terra e o ar; e que fazem mal aos animais, às plantas e às outras pessoas.

- Infelizmente existem guerras, pessoas que têm fome, que não têm casa nem escola, que estão doentes sem terem médico ou remédio que as possa curar.

 

O que podemos fazer

- Devemos colaborar para que  todas as pessoas do mundo tenham o que necessitam para viver.

- Nós, as crianças, FAREMOS PEQUENOS ESFORÇOS DIÁRIOS para transformarmos as coisas más em coisas boas. Trataremos bem de todos e dividiremos melhor o que temos.

- Se ajudarmos e amarmos os outros, NÓS VIVEREMOS COM MUITO MAIS ALEGRIA E FELICIDADE.

- Nós pedimos também um esforço por parte dos adultos – nossos pais, professores, parentes e vizinhos – para que tudo isso possa acontecer.

 

RESPEITO E CUIDADO PARA COM OS SERES VIVOS

 

1.    Conheça e respeite as pessoas, animais e plantas

- Porque são seres vivos.

- Porque são necessários.

- Porque produzem coisas úteis e bonitas.

 

2.    Trate bem as pessoas, animais e plantas

- Porque são parte da natureza.

- Porque necessitam de proteção.

- Porque lhe fornecem meios para viver.

 

3.    Ajude os seus companheiros e companheiras e ofereça-lhe a sua amizade

- Porque eles precisam de si, da sua iniciativa e da sua amizade.

- Porque pode fazer muito por eles e por elas.

- Porque você quer compartilhar.

4.    Você pode ajudar para que muita gente aprecie as coisas boas e bonitas

- Porque respeita tudo o que tem vida.

- Porque deseja a alegria.

- Porque prepara um lugar para todas as crianças que ainda vão nascer.

 

NA VIDA TUDO ESTÁ INTERLIGADO          

 

5.    Admire  como as plantas, animais e pessoas vivem

- Não consinta que ninguém lhes faça mal.

- Peça que tenham proteção.

- Reclame por todos os seres: ar, água, sol e terra.

 

6.    Conserve limpo o lugar onde vive

- Mantenha a Terra limpa e economize água.

- Recolha as sobras.

- Procure manter todas as suas coisas em ordem.

 

7.    Respeite sempre estas três coisas:

- A vida de todos os seres vivos.

- Os direitos de todas as pessoas.

- O bem-estar de todos.

 

8.    Conheça e ame o lugar onde vive e compartilhe o que sabe

- Sobre os seres vivos à sua volta.

- Sobre as pessoas de outros lugares, povos, nações e países.

- Sobre o que necessita para viver com saúde.

 

TODA A GENTE DEVE TER O QUE NECESSITA

 

9.    Colabore para que não haja gente pobre

- Todos devem ter o que necessitam para viver dignamente.

- Todas as crianças devem ir à escola.

- As pessoas necessitadas devem ser as mais ajudadas.

 

10. Ajude as pessoas, para que vivam melhor

- As pessoas que têm mais devem ser as que mais ajudam.

- Deve desejar ter somente o que realmente necessita.

- Deve saber compartilhar o que tem.

 

11. Todos vocês, meninas e meninos, são igualmente importantes

- Todas as crianças devem aprender e crescer juntas.

- Se uma criança estiver doente, deve receber os cuidados necessários.

- As mulheres têm os mesmos direitos que os homens.

- Todas as famílias serão protegidas.

 

12. Trabalhe sempre para que qualquer criança:

- Menino ou menina,

- De família rica ou pobre,

- Negra, branca ou de qualquer cor,

- Deste ou de outro país,

- Que fale a nossa língua ou não,

- Cristã, muçulmana, de qualquer outra religião ou mesmo as que não têm religião...

Tenha comida, casa, família, descanso, escola, amigos e amigas, brinquedos e alegria; e se estiverem doentes, médico e medicamentos.

 

NÃO À GUERRA, SIM À PAZ

 

13. Faça um esforço para que não existam brigas onde você vive

- Informe-se sobre o modo de vida das pessoas de seu lugar, da sua comunidade ou cidade.

- Poderá dizer o que pensa e poderá encontrar-se com quem quizer.

- Todos devem cuidar do lugar à sua volta.

 

14. Estude, principalmente aquilo que o ajude a conviver com os outros

- Deve estudar com interesse os assuntos que lhe ajudem a ser uma pessoa melhor.

- Os meios de comunicação, especialmente o rádio e a televisão, ajudar-lhe-ão a compreender as dificuldades e problemas que as pessoas ao redor do mundo enfrentam hoje em dia.

- Quanto melhor se educar, melhor saberá viver.

 

15. Cuide e ame as pessoas, animais e plantas

- Em casa.

- Na escola.

- Na sua comunidade ou cidade.

 

16. Procure viver sempre em paz com toda a gente

- É preciso que todos se entendam e se ajudem mutuamente.

- Homens e mulheres não farão guerra outra vez, nem produzirão mais armas.

- É preciso que reine a  paz em todo o mundo.

RESUMINDO

 

- Nós, os seres humanos, devemos conservar e melhorar o mundo onde vivemos. Por isso, devemos viver de uma maneira nova, usando as coisas boas que já temos hoje.

- Nós devemos conversar com todas as pessoas, de modo a aproveitarmos o que existe nas outras culturas e os inventos que já existem.

- As pessoas de outros países, línguas, costumes e religiões ajudam-nos Assim nós podemos conhecer novos modos de viver e de tratar outras pessoas.

- Empenhemo-nos em superar as situações difíceis.

- Se nos unirmos, nós melhoraremos muito o mundo, porque todos são úteis e podem ajudar.

- Que digam de nós: “Eles querem viver de outra forma”. “Eles estão a empenhar-se em viver em paz” e “Eles sabem conservar a Terra”.

 

- A Carta da Terra diz o que devemos fazer para conservar o mundo:

-          respeitar a natureza e cumprir os direitos humanos,

-          providenciar para que todos tenham o que necessitam para viver,

-          viver sempre em paz.

- A Carta da Terra ajudará a conservarmos e melhorarmos o mundo em que vivemos.

- A Carta da Terra deve ser lei para todas as pessoas de todos os países e povos.

- A Carta da Terra foi escrita em 1992. Depois disso tem sido melhorada e acrescentada com novos itens. Nós queremos que seja aprovada, aceite e colocada em prática por todos os países do mundo, todos os povos e nações.

 

 

foto:

http://www.littleanimation4kids.com/


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Quarta-feira, 9 de Janeiro de 2008

Como bola colorida

O Ano Internacional do Planeta Terra tem lugar 50 anos depois do  Ano Geofísico Internacional, que deu início a uma série de estudos sobre a Terra enquanto sistema integrado.

Vivemos uma época em que diversos problemas relacionados com o meio ambiente estão na ordem do dia um pouco por todo o mundo e em que parece existir, gradualmente, uma maior consciência relativamente à gravidade de alguns desses problemas.

Com o  tema "Ciências da Terra para a Sociedade", pretende-se promover a importância das Ciências da Terra, destacando o seu papel na resolução de muitos dos problemas que afectam a Humanidade. Lembremo-nos que no dia  26 de Dezembro de 2004, um gigantesco  tsunami matou cerca de 250 000 pessoas nas praias e ilhas do Oceano Índico, porque - reconhecem os geocientistas - os governos dos vários países não compreenderam a necessidade de usarem mais eficazmente o conhecimento disponível sobre a Terra.

O Ano Internacional do Planeta Terra, está subdividido em dois programas, um Científico e outro de Divulgação. O Programa Científico terá 10 temas abrangentes, multidisciplinares e socialmente relevantes: saúde, clima, água subterrânea, oceanos, solos, crosta e núcleo terrestres, megacidades, desastres naturais, recursos naturais e vida. O Programa de Divulgação pretende chamar a atenção da sociedade para a relevância das Ciências da Terra, e promover actividades educativas para os diversos níveis de ensino.

Curiosamente, enquadrado nas comemorações do AIPT, foi publicado o livro  "Como Bola Colorida - A Terra, Património da Humanidade" da autoria de Galopim de Carvalho.

Como bola colorida...nas mãos de uma criança. Ressonância dum tema poético e musical bem conhecido de todos nós.

O sonho, a utopia…a necessidade de encarar estes temas  não apenas racionalmente, mas também no plano da afectividade. Cuidar, proteger, acarinhar a Terra, enquanto berço e morada. Hoje e na perspectiva das gerações futuras.

Se tudo continuar assim, como será a Terra no futuro? O que será de nossas crianças? Que tipo de ar irão respirar? Terão água pura para beber? Como defenderão o meio ambiente?

 Mas…será que o vão defender, uma vez adultos?

E aqui surge a importância crucial da educação.

Aprender a amar a natureza, desenvolver um sentimento de admiração e respeito pelo mundo natural. Quem ama não mata! Quem ama a natureza, jamais irá destruí-la. Tarefa educativa  nada fácil…

Mas o sonho comanda a vida…como bola colorida entre as mãos de uma criança.

 


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Quinta-feira, 1 de Novembro de 2007

Todos os Santos

Hoje foi Dia de Todos os Santos e Véspera do Dia dos Fiéis Defuntos.

Aproveitando o feriado acaba por ser hoje o dia da Romagem aos Cemitérios,

Um peculiar  momento de Encontro entre Vivos e entre Vivos e Defuntos...

De Vasco Pinto de Magalhães:

 

" 1 de Novembro: Todas a s pessoas têm em si o gérmen da santidade. Isto é, todos se podem aperfeiçoar, embora nem todos o façam. Há quem desista, há quem não acredite nos bens que Deus lhe deu e os deixe apodrecer entre os dedos. Para alcançar a santidade é preciso coragem para ser fiel ao mais fundo de si. Coragem para dizer sim e não ao que deve ser sim e não.

2 de Novembro: Hoje celebramos e lembramos os nossos mortos. É bom relembrar que a morte não é o fim da vida, mas o começo de outra...e que os mortos estão vivos. O pior é ver gente que anda por aí viva mas morta, ou mais morta que viva. Quem não ama, quem não comunica, quem se considera o centro do mundo, com todos os direitos, está morto...ainda que ande por aí. "

 

V.P. Magalhães, Não há soluções , há caminhos. ( 365 vezes por ano não perguntes porquê, mas para quê)


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Terça-feira, 30 de Outubro de 2007

Alimentação e Ambiente

A maçã não tinha rótulo

 (se a Branca de Neve soubesse…)

Exige a honestidade intelectual que, desde já, confesse que o título não é original. Foi capa dum caderno sobre segurança alimentar publicado há uns anos atrás pela Associação Portuguesa para  Defesa do Consumidor.

Será que sabemos sempre o que estamos a comer?  A produção alimentar é cada vez mais industrializada e quando o produto chega ao consumidor é muito difícil identificar qual a sua origem e quais os ingredientes entretanto introduzidos. A lei obriga a que a rotulagem seja explícita e legível, mas será que podemos sempre confiar no rótulo? A realidade diz-nos que nem sempre…

Um dos pontos a que a rotulagem obriga é a inclusão da lista de aditivos, isto é, das substâncias adicionadas aos alimentos,  não só para prolongar a sua conservação, mas também para os tornar mais atraentes e… por vezes, para disfarçar a falta de matéria prima! Acreditamos que um refrigerante é sumo? Devíamos saber que nalguns casos  pode ter uma percentagem muito pequena  … ou até pode nem ter nenhum de sumo de fruta. Mesmo o pão é,  a maior parte das vezes,  proveniente de espécies geneticamente modificadas, além de  conter aditivos.

Outras vezes as embalagens, que não são desenhados ao acaso e  têm uma componente altamente publicitária, incluem designações comerciais que podem ser enganadoras, como “ Criado na Quinta” , “ Natural “… Estamos a falar de alimentos, porque noutros campos do comércio e indústria, sabemos que,  por exemplo, tudo que inclua slogans como “ Amigo do Ambiente “, “ Verde “, “ Ecológico”,  vende muito melhor. Não queremos com isto dizer que desconfiemos de tudo o que, como agora tanto se diz, seja “ biológico” ou que pensemos que tudo o que comemos é geneticamente modificado, e por isso prejudicial à saúde.

A segurança alimentar, com tudo o que a mesma implica,  é um dos temas que ocupa a ordem do dia,  não só numa perspectiva alimentar, mas também em termos de protecção ambiental. Vimos, há uns tempos, na televisão, imagens da  destruição de um campo de milho transgénico perto de Silves. Assistimos a toda a polémica que isso originou. O que são organismos geneticamente modificados? A resposta implicaria considerações e conhecimentos científicos algo complexos. Dir-se-á que é “ qualquer organismo cujo material genético tenha sido modificado de uma forma que não ocorre naturalmente por comportamento e/ou recombinação natural”.

Vamos pegar no  referido folheto da DECO que traça uma síntese histórica desta questão. A agricultura foi introduzida pelo Homem, há cerca de dez mil anos. Só no princípio do século XX surgiram os primeiros híbridos, resultantes de cruzamentos dentro da mesma espécie -cães de raças diferentes - ou espécies semelhantes ( cavalo e burro). A partir de 1945 desenvolve-se a indústria agro-alimentar e hoje a grande maioria dos produtos alimentares consumidos nos países desenvolvidos são produtos transformados. Em 1983 criam-se a s primeiras plantas com genes de outras espécies - os transgénicos- com o fim de resistir a pragas e a pesticidas e aumentar substancialmente a produção.

Actualmente, muitos dos nossos alimentos são geneticamente modificados na sua totalidade. Outros podem conter apenas um ingrediente que é OGM (por exemplo, cereais de pequeno-almoço produzidos com milho geneticamente modificado). Outros alimentos são produzido com um OGM, mas este já não é detectável no produto final (por exemplo, óleo de soja). Mas, confiemos na obrigatoriedade da rotulagem de alimentos que contenham mais do que 1% de OGM…

A polémica é grande. Admite-se, mesmo na comunidade científica, que ainda não se conhecem com segurança os efeitos das técnicas génicas na saúde humana e no ambiente. E há uma questão que nos deve fazer pensar: se a selecção das espécies se processou ao longo de milhares de anos, não será arriscado, em pouco mais de vinte anos, transformar agora a natureza na sua matéria mais íntima?

Conscientes destes problemas, assiste-se a um interesse crescente dos cidadãos pelos problemas da segurança alimentar e pelas questões ambientais,  o que tem contribuído para o desenvolvimento da agricultura biológica. A agricultura biológica é   um modo de produção agrícola que não agride  o meio ambiente nem  a biodiversidade, acautelando aspectos como a fertilidade e a actividade biológica dos solos , a luta contra os parasitas, as doenças e as infestantes, a preservação e incremento de raças autóctones ( por exemplo a raça bovina de Jarmelo- Guarda, salva da extinção) a utilizaçaõ de medicamentos veterinários adequados, enfim, cumprindo  um conjunto vasto de procedimentos previstos na legislação, de modo a evitar que se coma por aí  gato por lebre.

 

Ora, no sentido de divulgar a seriedade de todo este movimento, vai realizar-se de 17 a 25 de Novembro a Semana Bio 2007.  Esta Semana Nacional da Agricultura Biológica  pretende dar aos consumidores mais informação  sobre os produtos biológicos.  Que vantagens têm, como são produzidos, como são comercializados, como é controlado seu modo de produção, como distinguir um rótulo. São mais saborosos? São mais caros ou não? Conservam-se mais tempo? Não têm pesticidas? São mais saudáveis?

 

A maçã não tinha rótulo…agora tem! Há “ rótulos” , há conferências mundiais, há informação. Agora sabemos os riscos que corremos…Mas irá a Humanidade livrar-se ,  não dum sono profundo,  como aconteceu com a  Branca de Neve, mas  do colapso total, incluindo a  extinção da própria espécie humana, como nos veio agora relembrar o Relatório das Nações Unidas - Geo4 ?

 

 

 

 

 

 


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Segunda-feira, 22 de Outubro de 2007

Possibilidade de escolher ou isso a que chamamos Liberdade

 

 

 

O que é que define o ser humano? Não os instintos ou a nossa dotação genética, tão semelhante ao dos outros animais, mas a nossa capacidade de decidir e inventar acções que transformam a realidade ( …) e a nós mesmos. Essa disposição chamada “ liberdade”, é a nossa condenação e também o fundamento do que consideramos a nossa dignidade racional. Nas suas origens gregas, o termo não se referia a nenhuma condição metafísica aposta ao determinismo natural, mas designava a situação social de quem não era escravo e, por isso, podia movimentar-se ou actuar segundo a sua vontade sem obedecer a um amo: ou seja, desfrutava da possibilidade de escolher. Também para compreender hoje o que entendemos por “ liberdade” ( e para educar no seu bom uso ) deveríamos, em primeiro lugar, analisar cuidadosamente o que significa e supõe a capacidade de escolha.
 
In Contracapa de A CORAGEM DE ESCOLHER de Fernando Savater, D. Quixote, 2004

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Terça-feira, 2 de Outubro de 2007

O Principezinho

 

 

 

 

 

(...) Se queres um amigo, cativa-me!
- E tenho de fazer o quê? - disse o principezinho.
- Tens de ter muita paciência.
Primeiro, sentas-te longe de mim, assim, na relva.
Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não dizes nada.
A linguagem é uma fonte de mal entendidos.
Mas podes sentar-te cada dia um bocadinho mais perto...

 

 

A partir do livro de Antoine Saint-Exupery, e numa adaptação ao teatro de La Féria, “O Principezinho” traz ao Porto a magia da viagem do único habitante de um pequeno planeta com apenas três vulcões e uma flor, aliando a representação a novas tecnologias de vídeo, luz e som. Considerado uma das obras-primas da literatura, este pequeno livro faz parte do imaginário de muitos de nós, marcando quem já o leu. A peça agora em cena no Rivoli pretende reavivar esse imaginário e, como realça Lá Féria “ensinar a ver com os olhos do coração”.

“O Principezinho” estará no Rivoli  até Dezembro, todos os sábados e domingos às 15 horas. Durante a semana, os espectáculos são apenas direccionados para as escolas, todos os dias às 11 e às 14 horas.


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Quarta-feira, 12 de Setembro de 2007

Imagens do fim de um mundo

Encontra-se patente ao público, no edifício da antiga Cadeia da Relação do Porto, uma curiosa exposição sobre o Portugal dos últimos vinte e cinco anos, com especial destaque para o mundo rural de Trás-os-Montes.
 
Georges Dussaud é o autor da mesma,  intitulada Crónicas Portuguesas. Conforme se escreve no folheto de divulgação,   esta mostra   “ apresenta uma selecção de imagens a preto e branco com aspectos de paisagens e costumes captados pela objectiva deste prestigiado fotógrafo francês, de estilo humanista” . Registo dum Portugal de contrastes, imagens duma realidade social que pouco a pouco vai desaparecendo, com aquilo que tinha de positivo, mas também de negativo. Falando para a televisão, o Padre Fontes, de Vilar de Perdizes, estudioso e divulgador da cultura tradicional e do comunitarismo das terras do Barroso, dizia, a propósito deste evento,que estávamos perante imagens do fim do mundo, imagens dum tempo que passou: usos, costumes, tradições que desapareceram  ou se encontram  em vias de extinção.
Imagens, representações, do  mundo rural: umas, captadas pela máquina fotográfica, outras,  pelo olhar de uma geração que registou no coração e gravou na memória vivências felizes e traumatismos de vida, num misto de  nostalgia e também de libertação.
Imagens, concepções,  que se reflectem também nos estudos académicos, nas medidas de política social e económica e na sinceridade ( e, por vezes, demagogia) dos discursos políticos.
Fruto da integração europeia, influência do fenómeno da globalização, a realidade a que chamamos “mundo rural” tem vindo a sofrer nos últimos anos profundas transformações. Campo de muitas batalhas, o mundo rural é, de facto, tema  presente nos debates dos nossos dias. Recordem-se as vozes em sua defesa a propósito da Lei das Finanças Locais, em que se viveu  um certo clima de guerra aberta ao mundo rural; lembremos os debates sobre a desertificação e as ambiguidades das medidas governamentais que penalizam muitas vezes as populações mais periféricas , parecendo, por vezes, traduzir  indiferença e até desprezo , ao mesmo tempo que publicam grandiosos documentos,(  cuja validade não questionamos)  como por exemplo o Programa de Desenvolvimento Rural para o Continente ( 2007- 2013) um programa de 327 páginas.
 
Sobre este clima de conflitualidade no mundo rural, vem a propósito referir um estudo sociológico de Pedro Hespanha e Jorge Caleiras, intitulado Mal-estar, conflitualidade e violência no mundo rural português. A crise dos anos 90. O artigo “ analisa as reacções de diferentes grupos de agricultores e da população rural às mudanças ocorridas entre 1986 e 1996 e relacionadas tanto com o processo de integração de Portugal na Comunidade Europeia como com os impactos da globalização económica. A debilidade e a impreparação das estruturas públicas e privadas no campo português constituiram um travão aos ajustamentos requeridos pelo novo quadro económico e institucional e ao forte impulso para a modernização que se fez sentir. Aparecem então novas vulnerabilidades e dependências, associadas ao abandono da agricultura, ao declínio da pequena produção tradicional, ao colapso de projectos de modernização e à descrença nas propostas do Estado e generaliza-se um estado de espírito pessimista, de descontentamento e de revolta.”
Mundo Rural: imaginário, nostalgia para uns, espaço de revolta para outros. Imagens, representações, desafios, utopias…vivências e teorias…imagens de um mundo em permanente mudança.

 

( publicado também no Jornal NE )


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Terça-feira, 11 de Setembro de 2007

Há seis anos em Nova Iorque...

 

Em 28 de Setembro de 2001 escrevíamos num jornal regional: “ Muito se tem dito e escrito sobre os acontecimentos ocorridos em solo americano. Não é fácil encontrar uma explicação para estes actos profundamente cruéis e complexos. Qualquer comentário que se possa fazer corre o risco de ser parcial e incompleto. Na tentativa de encontrar explicação para o inexplicável, fomos reler alguns escritos anteriores ao dia 11 de Setembro.

(…)

Encontrámos, curiosamente, uma entrevista de Boutros Ghali que, de 1992 a 1996 foi como nos recordamos, Secretario Geral da ONU. Nesta entrevista (Janeiro de 1998), alertava já para a dimensão internacional do fundamentalismo terrorista e criticava com grande pertinência a facilidade com que muitos países davam guarida aos chefes dessas organizações, permitiam depósitos de valores nos seus bancos e autorizavam a abertura de escritórios que funcionavam como correias de transmissão dos grupos terroristas.

(…)

E dizia mais: as grandes potências terão acreditado que era possível utilizar os grupos fundamentalistas no jogo político. O calculismo poderá ter ido ao ponto de serem promovidos certos contactos na perpectiva de que a partir do momento em que esses movimentos viessem a triunfar nos seus países de origem  poderiam  revelar-se extremamente úteis e preciosos.

(…)

Os Estados Unidos e a Comunidade internacional não tinham, pois, aparentemente, motivos para serem apanhados assim tão desprevenidos… o diagnóstico estava feito!

 

 

Seis anos depois...quanta informação e contra-informação, quanto antiamericanismo primário, quanto crescendo da ameaça terrorista, quanto aumentar do risco, do medo, do irracional...

 


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Sábado, 8 de Setembro de 2007

Dia Internacional da Alfabetização

International Literacy Day (ILD) 2007 is placing special focus on the vital relationship between literacy and health. This is also the thematic emphasis of the 2007-2008 biennium of the United Nations Literacy Decade. 
 
UNESCO and its partners will focus their advocacy activities on this particular topic. International Literacy Day 2007 will look at notably literacy and its links with general health care, nutrition, family and reproductive health and health-related community development.
 
Literacy is an integral aspect of the universal right to education but also an essential basis for improving health conditions.
 
This year's slogan is
"Literacy, key to good health and well-being."
In http://portal.unesco.org
PS: Durante muitos anos trabalhámos no sector da Educação de Base de Adultos. Daí a nossa sensibilidade para esta efeméride.
    2005
       

publicado por tpf às 22:10
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.o meu poema...

... Gostava de ser poeta/dizer o indizível/pensar o impossível/...agarrar a palavra certa!

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